fondamentaux

Períodos sem emprego: o que acontece ao seu 2.º pilar.

Desemprego, maternidade, licença sabática, doença prolongada: o seu LPP não para mas também não se alimenta. Eis como cada período é tratado e os riscos a antecipar.

Par Pillarum
Article éditorial · sources vérifiées
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Uma carreira profissional quase nunca é linear. Desemprego, licença de maternidade, sabática, doença prolongada, transição entre dois postos — cada interrupção tem um efeito sobre o seu 2.º pilar. Não é dramático em geral, mas é preciso conhecer para evitar perder ou deixar a dormir fundos.

O princípio geral
Enquanto contribui para uma entidade patronal, o seu LPP alimenta-se. Quando para, o capital é mantido mas deixa de se alimentar. A cobertura de risco (falecimento, invalidez) pode parar ou continuar consoante o contexto. Eis os 4 casos principais.

Caso 1 — Desemprego

Está inscrito no seguro de desemprego e recebe subsídios. O seu LPP é tratado de duas formas consoante o nível de subsídio:

LPP durante o desemprego — regras 2024
SituaçãoContribuição LPP?Cobertura de risco?
Subsídios > CHF 22 680/ano (limiar LPP 2025)Sim — contribuições pagas pelo fundo de desemprego à Instituição supletiva LPPSim (falecimento, invalidez)
Subsídios < CHF 22 680/ano ou estágio / formaçãoNão — sem contribuição obrigatóriaFrequentemente suspensa
Sem subsídio de desemprego (fim de direito)NãoSuspensa — saldo transferido em livre passagem
Source : LACI art. 22a + LPP art. 60
A armadilha do fim do direito ao desemprego
Ao fim do seu direito a subsídios de desemprego, os seus fundos LPP devem ser transferidos para uma fundação de livre passagem à sua escolha. Se não der instrução, vão por defeito para a Central do 2.º pilar em Berna. Muitos esquecem essa transferência e os fundos lá dormem durante anos.

Caso 2 — Licença de maternidade

Na Suíça, a licença de maternidade legal dura 14 semanas no mínimo (16 em alguns cantões). Durante essa licença:

  • Recebe o subsídio de maternidade (80 % do salário, plafonado a CHF 220/dia em 2024).
  • O seu contrato de trabalho é mantido — permanece segurada na caixa de pensão da sua entidade patronal.
  • As contribuições LPP continuam (frequentemente calculadas sobre o subsídio, por vezes sobre o salário completo consoante o regulamento).
  • A cobertura de risco (falecimento, invalidez) permanece ativa.

Para além da licença legal, se tira uma licença não remunerada suplementar, a manutenção do LPP torna-se um tema a negociar com a entidade patronal (frequentemente com manutenção voluntária — ver caso 4).

Cúmulo maternidade + desemprego
Se estava no desemprego imediatamente antes do parto, o subsídio de maternidade toma o lugar e a contribuição LPP via a instituição supletiva continua durante as 14 semanas. Importante para não perder a cobertura de risco durante esse período.

Caso 3 — Licença sabática

Sem enquadramento legal na Suíça — é um acordo livre entre a entidade patronal e o empregado. Três configurações correntes:

Licença sabática e LPP
Tipo de sabáticaEstatuto LPP
Licença não paga curta (≤ 1 mês)Frequentemente mantida sem interrupção (política RH da entidade patronal)
Licença não paga média (1-3 meses)Frequentemente suspensa. Manutenção possível por contribuição voluntária (o empregado paga a sua parte + a parte da entidade patronal)
Licença longa (3-12 meses)Saída do quadro de pessoal, transferência em livre passagem. Reintegração no regresso se a entidade patronal guardar o posto
Source : Prática RH suíça + LPP art. 47
Manter voluntariamente a sua cobertura
O artigo 47 LPP prevê a possibilidade de manter voluntariamente a sua previdência durante uma licença não paga, até 2 anos. Paga por si as contribuições (empregado + entidade patronal). É caro (frequentemente 12-15 % do salário de referência), mas preserva a cobertura de risco e a continuidade dos fundos. A debater com a sua caixa antes da partida.

Caso 4 — Doença de longa duração

Em caso de incapacidade de trabalho prolongada, dois mecanismos protegem o seu LPP:

  • Durante a incapacidade parcial ou temporária (sob subsídios diários de doença ou perda de rendimento): a contribuição LPP continua, geralmente com isenção de prémio através do seguro de perda de rendimento da entidade patronal. É gratuito para si.
  • Em caso de invalidez reconhecida pela AI (grau ≥ 40 %): a caixa paga-lhe uma renda de invalidez LPP, complementar à renda AI. O cálculo depende dos seus fundos e do regulamento.

Importante: a cobertura de risco permanece ativa durante a doença. Se falecer em baixa por doença, a sua família recebe a renda de sobreviventes normal.

O caso específico da transição entre 2 empregos

Quando deixa um emprego para outro, dois cenários:

Cas concret
Maria deixa a sua entidade patronal em março, começa o novo emprego em junho

Maria tem 3 meses sem emprego entre os dois postos. Saldo LPP à partida: CHF 145 000.

Hypothèses
Saldo LPP à partida
CHF 145 000
Duração transição
3 meses
Sem inscrição no desemprego
Escolha pessoal
Résultats
Etapa 1: transferência para livre passagem
Obrigatória
em 6 meses após a saída
Etapa 2: transferência para a nova caixa
No arranque do novo emprego
após comunicação da nova caixa
Cobertura de risco durante os 3 meses
Frequentemente suspensa
salvo seguro privado temporário
A Maria deveria ou inscrever-se no desemprego para manter a cobertura, ou subscrever um seguro vida/invalidez temporário durante a transição. O risco em 3 meses é baixo mas não nulo.
O truque da partida para livre passagem
No momento de deixar uma entidade patronal, tem o direito de escolher para onde os seus fundos são transferidos. Aproveite para os dirigir a uma fundação de taxas baixas e num cantão fiscalmente favorável (veja o nosso comparativo de fundações). Se deixar a caixa escolher por defeito, a instituição supletiva LPP recebê-los-á — é legal mas pouco rentável.
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As consequências a longo prazo

Cada período sem contribuição cria uma lacuna previdenciária. Em 35 anos de carreira, 3-5 anos acumulados sem contribuição representam tipicamente 10-15 % de fundos de reforma a menos. Duas soluções para colmatar:

  • Resgates LPP — integralmente dedutíveis fiscalmente. Veja o nosso artigo dedicado.
  • 3.º pilar 3a — poupança complementar individual, plafonada mas cumulável.

A checklist após cada interrupção

  1. Verificar o atestado final da sua antiga caixa no fim do emprego (montante transferido, data, destinatário).
  2. Dar instrução de transferência para a fundação de livre passagem à sua escolha em 6 meses — caso contrário, a instituição supletiva assume por defeito.
  3. Conservar as cartas e números de conta (mesmo as antigas contas esquecidas podem ressurgir).
  4. No regresso ao emprego, pedir a transferência do saldo livre passagem para a nova caixa de pensão — não é automático.
  5. Antecipar os resgates nos anos seguintes para colmatar a lacuna.
À retenir
  • 01Durante o desemprego com subsídios > limiar LPP: contribuição mantida via instituição supletiva.
  • 02Maternidade legal: cobertura LPP contínua sem rutura graças à manutenção do contrato de trabalho.
  • 03Sabática sem enquadramento legal: manutenção voluntária possível (LPP art. 47), a negociar com a caixa.
  • 04Cada interrupção cria uma lacuna — recuperável através de resgates dedutíveis fiscalmente.

Para compreender a livre passagem em detalhe, veja o nosso guia. Para os resgates que colmatam as lacunas, o artigo dedicado. Para os atores do sistema (fundações, supletiva), o panorama das instituições.

Fontes & referências

  1. LPP, art. 47 — Manutenção voluntária da previdência
  2. LACI — Lei sobre o seguro de desemprego, art. 22a (contribuições LPP durante o desemprego)
  3. LAMat — Lei federal sobre os subsídios de maternidade
  4. OFAS — Faktenblatt situações particulares e 2.º pilar

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